quarta-feira, 4 de abril de 2012

Nos últimos 3 meses Mais de 3 mil golfinhos foram encontrados sem vida na costa do Peru




(Foto: Reprodução/ Naturlink)
Nos últimos três meses foram encontrados mais de 3 mil golfinhos mortos na costa do Peru. Só nos últimos dias deram à costa 481 golfinhos sem vida. Para os especialistas, as companhias petrolíferas que pesquisam petróleo nas águas vizinhas constituem os principais suspeitos.
De acordo com uma reportagem do Peru 21, um jornal peruano, os pescadores foram os primeiros a detetar o aumento inexplicável de golfinhos mortos na costa, uma média de 30 por dia.
O biólogo peruano Carlos Yaipen, da Organização Científica para a Conservação dos Animais Aquáticos, refere que as atividades das companhias petrolíferas nas redondezas deverão ser as culpadas. Yaipen acredita que a pesquisa de crude no fundo marinho através de sensores acústicos ou sonares está a levar à morte de animais marinhos em massa.
Em 2003, cientistas da Sociedade Zoológica de Londres descobriram que os sonares subaquáticos podem provocar desorientação nos mamíferos marinhos ou a formação de bolhas microscópicas de azoto no sangue e nos seus órgãos vitais o que, nos casos mais graves, pode levar à morte destes animais.
“As companhias petrolíferas utilizam diferentes frequências de ondas acústicas e os efeitos produzidos por essas bolhas apesar de não serem claramente visíveis, podem ter efeitos mais tarde nos animais. Pode causar morte por impacte acústico, não só nos golfinhos, mas também em focas marinhas e baleias.”
As autoridades peruanas já identificaram a empresa cujas atividades podem estar a afetar a vida marinha no local. Segundo a revista Offshore Magazine, pelo menos uma companhia petrolífera, a BPZ Energy, tem estado a fazer um levantamento do fundo do mar na região desde o início do ano.
Fonte: Naturlink


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