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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Cientistas encontram oito espécies de aranhas canibais

Austrália
 Aranha da espécie 'Austrarchaea griswoldi', recém-identificada na Austrália (Foto: Reprodução/"ZooKeys")
Aranha da espécie 'Austrarchaea griswoldi', recém-identificada na Austrália (Foto: Reprodução/"ZooKeys")
Cientistas descobriram oito novas espécies de aranhas, conhecidas como assassinas, em regiões tropicais da Austrália. Os animais foram encontrados em áreas de floresta no estado de Queensland, na porção nordeste do país.
Os animais pertencem à família Archaeidae, grupo conhecido por seu comportamento canibal – elas se alimentam na maioria das vezes de outras aranhas. A característica, chamada de aracnofagia ou araneofagia, é um dos motivos do apelido “assassino”.
O tamanho das aranhas varia de 2 a 3,7 milímetros, segundo o estudo, publicado no periódico científico “ZooKeys”.
A área cefálica destas aranhas têm formato diferente, com uma espécie de “pescoço” ligando a cabeça ao tronco do animal. As quelíceras (presas dos aracnídeos) são longas e desenvolvidas, de acordo com o estudo.
 Fêmea de 'Austrarchaea griswoldi' carrega saco de ovos (Foto: Reprodução/"ZooKeys")
Espécimes fossilizados desta família de aranhas, com cerca de 40 milhões de anos, já foram encontrados dentro de âmbar, o que faz destes animais um grupo pré-histórico. Por conta do longo “pescoço”, elas também são conhecidas como aranhas-pelicano.
Os animais identificados são das espécies Austrarchaea wallacei, Austrarchaea karenae, Austrarchaea thompsoni, Austrarchaea tealei, Austrarchaea westi, Austrarchaea woodae, Austrarchaea hoskini e Austrarchaea griswoldi.
Outra espécie, a Austrarchaea daviesae, foi “re-descrita”, segundo o estudo divulgado na “ZooKeys” no dia 30 de agosto.
As aranhas desta família já foram consideradas um dos grupos mais raros de aracnídeos do mundo. Pesquisas recentes na África, Oceania e nos Estados Unidos têm trazido mais dados sobre as espécies, de acordo com os cientistas.
Os animais são venenosos, mas tão pequenos que não chegam a representar perigo para os seres humanos. O estudo foi realizado em parceria entre o Museu Americano de História Natural, a Academia de Ciências da Califórnia (ambos nos EUA) e o Museu Australiano Ocidental, entre outras instituições.
Fêmea de aranha assassina junto de casca recém-liberada pelo animal (Foto: Reprodução/"ZooKeys")
Fonte: G1

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