sábado, 8 de dezembro de 2012

Assinem a petição


Sign this petition to show to chinese people that the whole world disapproves of 


Cat & Dog Massacre in China





youtube faremaraura·

Marcha pelo Fim da Violência contra Humanos, Animais e Natureza será realizada em Portugal


O PAN – Partido pelos Animais e pela Natureza de Portugal promove, na próxima segunda-feira, dia 10, a Concentração e Marcha pelo Fim da Violência contra Humanos, Animais e Natureza. A concentração começa às sete e meia da noite no Largo do Município.
O dia 10 de dezembro é simultaneamente o Dia Internacional dos Direitos Humanos e dos Direitos dos Animais. A coincidência destas datas é o marco principal do movimento, que diz que não podemos separar a defesa de uns da defesa dos outros, num mundo de violência contínua contra ambos e contra a Terra, da qual todos os seres vivos dependem.
Segundo o partido, Portugal acabou aprovar um Orçamento de Estado que constitui um atentado à maioria da população, ao tecido econômico e social e a direitos e bens fundamentais como a saúde, a educação e a segurança. “Os animais continuam a ser considerados “coisas móveis” no Código Civil e a ser sujeitos a todo o tipo de maus-tratos impunes na cadeia alimentar, na experimentação pseudo-científica, nos circos e touradas (patrocinadas com dinheiros públicos), nos canis e gatis municipais, autênticos lugares de tortura e abate, além dos crescentes abandonos. Em Portugal o Governo procede ao desmantelamento da Rede Ecológica Nacional e à destruição do Vale do Tua, entre muitos outros atentados diários contra a natureza e o ambiente.” alega em comunicado via facebook.
O movimento é pelo fim desta violência, exigindo concretamente ao Presidente português que não aprove o Orçamento, que se altere o estatuto jurídico dos animais no Código Civil, que se aprovem leis que os protejam efetivamente e que se ponha fim à destruição da Reserva Ecológica Nacional e do Vale do Tua.
“Convidamos todas as forças sociais, cívicas, culturais e políticas, que se reconhecerem nestes objectivo  a juntarem-se a nós, no dia 10 de Dezembro, às 18h30, seguindo a marcha até ao Largo do Camões, onde terão lugar várias intervenções. Particularmente todas as associações humanitárias, de defesa dos animais e da natureza estão convidadas. Está na hora de darmos as mãos e criarmos uma ampla frente de mobilização por uma sociedade melhor para todos os seres, no respeito pela harmonia ecológica, segundo um novo paradigma mental, ético e civilizacional. Todos os indivíduos e entidades que aderirem a esta convocação podem trazer os seus símbolos identificadores e cartazes, desde que se enquadrem no espírito e objetivo do evento”, declara.
Com informações de D Notícias e PAN-Facebook
Fonte: anda

Americanos transformam cinzas de seus companheiros animais em joias



Foto: Divulgação
Para se lembrar dos seus animais domésticos falecidos, americanos estão utilizando as cinzas deles para produzir joias. A tendência de transformar carbono das cinzas em diamantes artificiais surgiu nos Estados Unidos há uma década. Agora, é a vez dos tutores e seus bichinhos alimentarem essa indústria.
As joias podem variar de US$ 250 a US$ 1.400, dependendo da cor e do tamanho. A empresa LifeGem, na cidade de Elk Grove Village, em Illinois, por exemplo, já produziu mil joias feitas com cinzas de animais domésticos nos últimos dez anos. A sua maioria foi de cachorros e gatos, mas já confeccionou outras com pássaros, coelhos, cavalos e até um tatu. Segundo Dean VandenBiesen, um dos fundadores da LiefeGem, os tutores ainda conseguem ver facetas dos seus animais nas joias. “Os restos mortais têm características únicas em termos de quantidade de elementos, então nenhum diamante é igual ao outro”, diz em entrevista para o Wall Street Journal.
O processo de produção das joias varia de acordo com o estabelecimento. Para produzir um diamante de forma artificial, por exemplo, é preciso separar o carbono de outras substâncias nas cinzas do animal. Esse carbono é colocado em uma câmera a uma pressão de mais de 300 toneladas e calor de 1.000 ºC. Depois de alguns dias, um diamante bruto é produzido.
E como saber se as empresas realmente usaram as cinzas? Confiança. “Não há uma forma conhecida em qualquer lugar do mundo de verificar a fonte do carbono usado para produzir um diamante”, afirma Tom Bischoff, presidente da DNA@Diamonds, a distribuidora americana do laboratório russo de criação de diamantes New Age Diamonds Holding. Em entrevista para o Wall Street Journal, Bischoff diz que sua empresa envia junto com a joia um certificado com detalhes sobre a composição da pedra.
De: anda

Ativistas se unem em audiência contra rodeio


Foto: Divulgação
Um grupo de ativistas da causa animal se reúne segunda-feira, 10, Dia Internacional dos Direitos dos Animais e Humanos, na audiência pública para lançamento do abaixo-assinado contra a possível realização de uma etapa do Campeonato Nacional de Rodeio (CNAR), em setembro do ano que vem, em Mogi das Cruzes. O encontro é aberto à população em geral e está marcado para as 19 horas, na sede 17ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi.
De acordo com a vereadora eleita Karina Pirillo (PC do B), presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Adote Já, uma das apoiadoras da iniciativa, a reunião tem como objetivo, neste primeiro momento, conscientizar a população sobre os maus-tratos a que são submetidos os animais que dão vida a eventos como o Rodeio.
Rodeio
Se depender dos organizadores do Rodeio, a realização de uma das etapas do CNAR em Mogi está quase certa. O presidente da Federação Nacio­nal de Rodeio, Sebastião Viana, o “Tião Viana”, esteve, há um mês na cidade para tratar do assunto.
À frente do projeto estão os vereadores Protássio Nogueira (PSD) e Pedro Komura (PSDB), além do presidente do Bunkyo, Kiyoji Nakayama, que servirá de palco para o megaevento, cujo investimento inicial previsto é de R$ 1,3 milhão.

Polícia Ambiental recolhe cervo ferido por arma de fogo


Um morador de Mundo Novo, no Mato Grosso, procurou a Polícia Militar Ambiental (PMA) na noite de terça-feira, dia 04, depois de ter encontrado um cervo com ferimentos provocados por uma arma de fogo.
O animal foi encaminhado a um veterinário para os primeiros socorros e a equipe do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande foi acionada para resgatá-lo.
O transporte do cervo, bastante ferido, foi feito ontem, dia 07. Ainda não há informações sobre o estado de saúde do animal.
O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus – outros nomes comuns: Veado-suaçuapara/Guaçupuçu) é o maior veado da América do Sul. Vive nas regiões pantanosas e ao longo das bordas das florestas do Brasil, Uruguai, Paraguai e Guianas. É muito arisco e esconde-se durante o dia. À noite, vai para as clareiras em grupos de cinco ou mais para alimentar-se de capim, juncos e plantas aquáticas. O cervo freqüentemente entra na água. Os machos, ao contrário da maioria dos outros antílopes, não lutam pela posse das fêmeas.
Fonte: MS Notícias

Fotógrafo brasileiro registra maus-tratos a animais ao redor do mundo


Foto: Jon Amad
O gaúcho Jonas Amadeo Lucas é um fotógrafo que registra animais. Mas diferentemente da maioria, que fotografa bichos fofos e alegres, ele capta o sofrimento desses seres em fazendas, granjas e zoológicos do mundo todo. As fotografias de Jon Amad, como é mais conhecido, documentam os maus-tratos cometidos nesses lugares, denunciados por meio de seu site pessoal, o The Animal Day, e no Igualdad Animal, portal da ONG espanhola para a qual trabalha.
Seu trabalho investigativo inclui disfarce, elaboração de enredos que convençam funcionários dos lugares e, em alguns casos, até invasão dos matadouros. Tudo em defesa da causa animal, luta a qual se dedica integralmente há cinco anos, quando se tornou vegano. A adoção da filosofia aconteceu meio por acaso, em razão de uma pesquisa acadêmica sobre a relação entre comunicador e receptor.
Foto: Jon Amad
Durante o período como ativista, Jon já passou por Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Marrocos, Holanda, Polônia, França, México, Argentina e Brasil. “Já vi lugares onde tudo era um pesadelo: o cheiro insuportável, os animais vivendo sobre seus excrementos, feridos, loucos… Todas as fazendas são assim. As fotos impressas nas embalagens são uma mentira que qualquer pessoa pode desmascarar em poucos minutos, via Internet, por exemplo. Por mais bonito que pintem, todas as jaulas são iguais vistas por dentro”, relata.
Para exercer sua atividade, Jon precisa de equipamentos robustos, que aguentem água, barro e golpes. “Todo o material, assim como a manutenção, é muito caro. Dependo de doações para poder mantê-lo”, conta o artista, que tem suas viagens financiadas pela Igualdad Animal.
Foto: Jon Amad
Seu ingresso no mundo da fotografia se deu em um ambiente bem mais ameno. Há dez anos, Amad era fotógrafo de moda e fazia eventualmente alguns trabalhos para jornais. Depois de muitos cursos na área de um diploma de ensino superior em Direção de Fotografia para Cinema pelo Instituto de Cinema de Madri, Amad decidiu empregar todo seu conhecimento em favor dos bichos por ter percebido que faltava um trabalho fotográfico investigativo de qualidade neste segmento. A função é dura, mas Jon garante que seu compromisso com a causa supera todos os obstáculos. “Quando algum trabalho parece impossível, a dor é o que me faz seguir em frente, sem parar para descansar.”
Fonte: TecTudo

Ursos são queimados e agredidos a pedradas em vilarejo indiano


Por Kalyne Melo (da Redação)

Urso vítima da perseguição humana (Foto: Sky News)
Aldeões indianos estão agredindo ursos em Nova Délhi: por vezes tomados pela fúria de terem suas plantações destruídas, apedrejam e tentam queimar os animais.
Mais de 300 especialistas do mundo todo se encontraram para debater a melhor forma de proteger os ursos. Os temas variaram da importância do urso na cultura indiana à quantidade de ursos de Gobi (deserto da Mongólia) ainda existentes.
Na Índia, os animais têm tradicionalmente enfrentado tempos difíceis, sendo ou domados e usados como “ursos dançarinos” ou atacados por humanos em conflitos por espaço e comida cada vez mais limitados.
Comparado ao tigre ou ao elefante, os esforços para preservação do urso indiano têm sido, na melhor das hipóteses, esporádicos. A ministra do meio ambiente, Jayanthi Natarajan, declarou na 21ª International Conference on Bear Researcch and Management (Conferência Internacional de Pesquisas e Controle sobre Ursos, em tradução livre) que os ursos têm sido tratados como um primo pobre do país. “Em nossos esforços de conservação, certas espécies acabaram recebendo mais atenção do que outras. Os ursos são animais que não têm recebido o foco que merecem,” completou.
Na Caxemira, região atualmente administrada pela Índia, o conflito entre humanos e animais tem se tornado mais violento, devido aos habitantes locais continuarem a ampliar suas fazendas em direção à floresta que antes era o habitat dos ursos. “Os ursos estão entrando nos pomares e comendo maçãs e pêssegos. Eles vão ao milharal e comem o milho,” disse Vivek Menon, conselheiro do Fundo Internacional de Bem-Estar Animal. “À medida em que se aproximam dos agricultores, as pessoas vêm sofrendo com ataques”, contou. “Cerca de 10% dos leitos no principal hospital de Srinagar estão reservados para serem ocupados, a qualquer momento, por pessoas atacadas por ursos.” Menon ainda acrescenta que, uma vez que os ursos são os maiores carnívoros do planeta, eles caçam animais de grande porte, e isso requer espaço. Então, na luta por espaço, “os ânimos estão se exaltando” de ambos os lados.
Moradores da Caxemira atiram pedras nos ursos para afastá-los quando eles vêm comer as frutas, mas isso os deixa enfurecidos e os leva a reagir contra as pessoas.
Este mês, uma multidão enfurecida em Shopian, distrito da Caxemira, ateou fogo em um urso amedrontado que se refugiou em uma árvore. Um vídeo mostra as pessoas amarrando um pano em chamas a uma vara, segurando-a no alto e cutucando o urso. O animal, desesperado, tentou subir até a parte mais alta da árvore, até não ter mais para onde ir. Mais tarde ele pode ser observado em chamas. As autoridades ordenaram a abertura de um inquérito para investigar o ato de crueldade.
Em resposta ao aumento no número de casos, Natarajan anunciou um novo plano nacional para os ursos, que inclui orientações aos moradores das áreas mais afetadas sobre como lidar com a presença dos ursos, permitindo-lhes uma passagem segura fora das vilas e campos. Os moradores receberão formação pelo “Private Response Teams” (Grupo de Responsabilidade Privada, em tradução livre) para lidarem com a ameaça dos ursos.
A Índia é o lar de quatro das oito espécies de ursos conhecidas no mundo, apenas a China tem tamanha diversidade. O bicho-preguiça, o urso asiático negro, o urso marrom do Himalaia e o urso da Malásia são espécies encontradas em território indiano. Diferente de outras espécies vulneráveis, os ursos podem ser encontrados em 26 dos 28 estados indianos, o que lhes dá uma presença nacional.
A tradição indiana dos “ursos dançarinos” predominou por séculos, desde o tempo dos imperadores Mughal. Mas graças aos esforços de especialistas da vida selvagem e de amantes dos animais, o último “urso dançarino” foi resgatado em 2009.
fonte: anda

Dez de dezembro será o Dia Internacional dos Direitos dos Animais

Em 10 de dezembro o mundo todo comemorará o Dia Internacional dos Direitos dos Animais. O Grupo Amor à Vida Animal  GAVA em Serra Negra enviou à redação imagens de animais que, depois de abandonados, foram resgatados pela entidade. Alguns foram encaminhados para doação. Que o direito à Vida prevaleça. Agradecemos a todos que fazem parte dessa equipe que luta pelos diretos dos animais, lembrou a diretora Carla Munhóz.

Em 10 de Dezembro de 1948 a Assembleia Geral das Nações Unidas ratificou a Declaração dos Direitos do Homem. No mesmo dia do aniversário da ratificação da declaração que reconhece os direitos do ser humano, deseja-se alertar que todos os animais  e não apenas os humanos  merecem ter direitos, pretendendo-se assim alargar esses direitos humanos fundamentais a todas as criaturas sensíveis.

Essa campanha anual é liderada pela organização de direitos dos animais Uncaged Campaigns (Reino Unido) e seguida noutros países por várias associações de direitos dos animais.

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais promovida pela Uncaged Campaigns - que os animais têm direito a viver livres da dor, sofrimento, exploração e morte - foi assinada por grandes e pequenas organizações representativas de centenas de milhares de pessoas no Reino Unido, Argentina, Austrália, Brasil , Canadá, Chipre, França, Alemanha, Hong Kong, Índia, Itália, Irlanda, Israel, México, Luxemburgo, Países Baixos, Nova Zelândia, Nigéria, Filipinas, Polónia, Rússia, África do Sul, Espanha, Suíça, e nos USA.

Em alguns países, nomeadamente no Reino Unido e França, nesta data realizam-se manifestações, vigílias, distribuição de material informativo e outras ações de rua. Estes eventos pretendem recordar os animais vítimas de crueldade e promover os direitos dos animais.
fonte:oserrano

Mulher procura a polícia e denuncia ameaças feitas a seu cão


RIO CLARO/SP

Comerciante vem recebendo cartas anônimas dando conta de que sua cachorra será envenenada se não parar de ‘latir’. (Foto: Reprodução/Jornal Cidade)
A comerciante Silvana Pavanelli da Costa pediu a ajuda das autoridades depois de receber duas cartas anônimas ameaçadoras. De acordo com o teor da correspondência, sua cachorra, uma labradora de dois anos que atende pelo nome de ‘Lara”, será envenenada, caso não pare de ‘latir’ toda vez que alguém passe em frente à residência da família. “As cartas foram apresentadas à Polícia Civil, que prometeu investigar o caso”, disse.
A comerciante acredita que algum morador das imediações que não gosta de animais seja o responsável pelas ameaças. Sua casa possui um circuito interno de segurança, mas nenhum suspeito ainda foi flagrado. As cartas, segundo a mulher, chegaram pelo correio e o nome bem como o endereço do destinatário são falsos.
Assustada, ela espera que as autoridades consigam identificar o autor das correspondências. “As ameaças começaram há cerca de três meses”, explica. Silvana fala ainda que recentemente um caso de envenenamento foi registrado no bairro. “Por sorte, o tutor do animal agiu em tempo de conseguir salvar o cão”, frisa.
De acordo com a legislação, matar animal é crime e, quando isso acontece, deve ser feito um Boletim de Ocorrência a partir do qual o delegado instaura inquérito contra o autor, que pode ser indiciado pelo delegado de polícia e o logo em seguida o Ministério Público faz a denúncia. Não importa se o animal é doméstico, domesticado, silvestre, nativo ou exótico. O que trata disso é o artigo 32 da Lei dos Crimes Ambientais, de 1998.
Fonte: Jornal Cidade

Caso de cão enterrado vivo em Novo Horizonte, SP, completa um ano 07 de dezembro de 2012 às 17:30



Nesta sexta-feira (7) completa-se um ano que o cão Titã foi resgatado após ser enterrado vivo em uma casa de Novo Horizonte (SP). Segundo a veterinária Viviane Cristina da Silva, que cuidou do caso e acabou adotando o animal, Titã hoje assumiu um lugar importante na casa onde mora. “Tenho mais três cachorros e um gato, mas o Titã é o mais mimado, e domina a casa toda. Ele tem muito ciúmes dos meus outros animais. Aqui é ele quem manda”, relata a veterinária.
Viviane diz que quando sente que está perdendo espaço na casa, o cão encontra um jeito de chamar a atenção da tutora. “Ele agora está bem saudável, faz as artes da idade dele, brinca, faz festa, é um companheiro, mas é também muito carente. Se ele sente que não está recebendo atenção, trata de fazer a sua carinha de dó e atrai todos os olhares”, conta Viviane.
Hoje, Titã mora com a veterinária que cuidou dele após o resgate (Foto: Divulgação/Viviane Cristina da Silva)
Apesar de estar 100% recuperado e não usar nenhum medicamento, a veterinária diz que o cão ainda têm traumas do período em que sofria maus-tratos. “O Titã não gosta que as pessoas fiquem de costas para ele, crianças também o deixam inquieto e tudo leva a crer que seja consequência dos períodos difíceis que ele passou”, afirma.
Viviane também conta que Titã teve papel importante no aumento das denúncias de maus-tratos à animais na região. “Nós sabemos que esse tipo de agressão existe e é constante, mas percebemos aqui e na nossa região que as pessoas começaram a denunciar, deixaram de ficar quietas e isso só veio depois do caso dele”, relata.
O ex-tutor do cão, que o enterrou vivo, responde processo por maus-tratos contra animais. Por ele ser réu primário, o processo foi suspenso por dois anos. Caso ele não cometa nenhum crime neste período, o processo será arquivado. Neste período, ele é obrigado a se apresentar todo o mês ao Fórum para atualizar seus dados.
Entenda o caso
O filhote tinha apenas 4 meses quando foi resgatado,depois de passar 12 horas enterrado vivo. O animal foi encontrado no quintal da casa do seu antigo tutor. O integrante da Associação de Proteção aos Animais Alexandre Rodrigues foi quem recebeu a denúncia e decidiu investigar. Ele se dirigiu ao local e encontrou o animal respirando. O cachorro perdeu a pelagem e corria o risco de ficar cego.
Logo após o resgate, o filhote foi levado para uma clínica veterinária. Ele estava desnutrido e desidratado. O cão recebeu o nome de “Titã” da veterinária, por causa da força e da vontade dele de viver. Após meses de convivência, a veterinária responsável pelos cuidados do animal resolve adotá-lo. O cão, como consequência, perdeu a visão de um dos olhos, que foi tratado e não precisou ser removido.
Em Novo Horizonte, foi decretado nesta sexta-feira (7) o “Dia Conta Os Maus-Tratos” e no sábado (8) uma Organização Não Governamental (ONG) realizará uma manifestação com o mesmo tema a partir das 9h na praça que fica no centro da cidade.
Titã logo após ser resgatado quando ficou 12 horas enterrado vivo (Foto: Rodrigo Mansil / TV Tem)
Fonte: G1

Com a crise econômica, aumenta o abandono de animais na Espanha



Espanha

Por Ligia Cunha (da Redação)
Foto: Reprodução (ABC.es)
Os preços dos serviços veterinários na Espanha aumentaram cerca de 2% após o aumento do IVA ( principal taxa do país), em setembro. Para os veterinários, houve um salto de 8% para 21%. Por conta disso, muitos profissionais transferiram os valores para os preços de seus serviços, gerando um aumento de 13%.
Tutelar um cão ou gato não é excessivamente caro para uma família. Entre vacinas e visitas periódicas ao veterinário, os gastos variam de 90 a 100 Euros por ano. (agora, 13% a mais). O problema ocorre quando o animal adoece gravemente ou se acidenta, elevando os custos do tratamento.
A crise financeira costuma servir de justificativa para que muitas famílias sacrifiquem seus animais – um ato de absoluta crueldade e descaso à vida. O presidente da Associação de Veterinários Espanhóis de Pequenos Animais, Artur Font, emitiu recentemente uma declaração assustadora: ” O número de eutanásias em animais vai aumentar porque nem todo mundo pode arcar com despesas deste tipo”.
Casos de abandono
O aumento de preços implica em menor prevenção e no aumento de doenças infecciosas, que podem contaminar águas residuais e ser transmitidas a outros animais em parques ou através de carrapatos. Font adverte que estas condições serão notadas sobretudo com a chegada da primavera e do verão.
Além disso, os casos de abandono estão aumentando com a crise. Segundo um estudo da Fundação Affinity, em 2010 os espanhóis abandonaram cerca de 109 mil cães e 36 mil gatos, sendo que 13,2% dos motivos foram justificados pelos problemas econômicos.
fonte: anda

Santuário para gatos cegos oferece um oásis livre de gaiolas


CAROLINA DO NORTE

Por Laura Simpson (Care2)

Tradução por Rudy Couto, em colaboração para a ANDA
Foto: Reprodução/Care2
Blind Cat Rescue & Sanctuary (Abrigo e Centro de Resgate para Gatos Cegos) localizado em St. Pauls, na Carolina do Norte, EUA, abriu as suas portas há sete anos como um lar para os gatos que estavam destinados para a eutanásia em abrigos de animais, simplesmente porque eles não podiam ver. A pessoa por trás da ONG é Alana Miller, que adotou seu primeiro gato cego há muitos anos atrás.
“Aquele gato me mostrou o quão normal um gato cego pode ser”, conta Alana. “Então, eu adotei um segundo e um terceiro e um quarto.”
Alana ficou surpresa ao ver a facilidade com que os gatos cegos poderiam viver em uma casa, mesmo no período mais movimentado de sua vida quando ela estava gerenciando uma creche em casa e cheia de brinquedos espalhados por toda a parte. Alana descobriu que os pertences espalhados das crianças não incomodavam os gatos de maneira alguma e ela ficou preocupada com o fato de que tantos gatos cegos simplesmente não têm uma oportunidade devido aos equívocos as pessoas têm em relação as suas necessidades.
Em 2005, Alana deu um salto tremendo e criou um abrigo de pleno direito para gatos cegos com a promessa de que nunca mais seriam jogados para fora de suas casas.
“Quando começamos com o nosso abrigo, não existia nenhum lugar para os bichanos”, explica Alana. “Se eles não fossem adotados, simplesmente eram mortos. Alguém teve que dizer ‘basta’. Assim que um gato chega aqui, ele está seguro, sem o transtorno de ficar sendo empurrado de um lugar para outro.”
Hoje há cerca de 90 gatos que vivem no abrigo e a rotina por lá é movimentada. Os defensores, tanto os que moram perto quanto os que estão longe, enviam presentes para os gatos, e se formos levar em consideração a quantidade de “catnip” (uma espécie de erva que quando os gatos comem e os deixam mais motivados e brincalhões) que eles tem de estoque, bem, vamos apenas dizer que a diversão impera no lugar. Gatos jovens e velhos circulam livremente por lá, esquivam-se nos túneis, sobem nos pilares e rolam no chão com seus brinquedos favoritos. Dê uma olhada em um dos vídeos:
Fatos sobre gatos cegos que o abrigo gostaria compartilhar:
· Os gatos cegos são gatos que a única diferença é a incacapacidade de ver. Eles não têm a menor ideia de que são cegos. Porém, eles sabem que são gatos, e agem como gatos.
· Os gatos cegos podem fazer praticamente tudo que um gato que tem visão pode fazer. Os gatos cegos podem subir em árvores (com a diferença que na hora da descida eles vão de marcha ré), eles sobem em armários, etc
· Tutores de gatos cegos devem manter uma certa consistência com as coisas importantes, como a caixa de areia e o prato de ração. Com o resto da casa, eles vivem normalmente e caminham em torno dos objetos. Se você parar para olhar um gato cego, você vai ver que ele direciona os seus bigodes para frente para que assim ele possa perceber os objetos a sua volta ao tocarem nos seus bigodes evitando que ele trombe neles.
· Se você pega o seu gato cego e leva-o de um ponto A para um ponto B, é só colocá-lo no chão que verá como ele tem uma boa ideia de onde está: na sua caixa de areia, próximo ao seu pote de comida, ou onde os pisos têm diferentes texturas. Quando eu tinha a creche em casa a minha sala de jogos era coberta por carpete e a sala de jantar por lajotas. Se eu quisesse que meu gato Louie saísse da sala de jogos, era só colocar suas patas dianteiras na lajota enquanto as patas traseiras ainda estavam no carpete para que ele tivesse noção de onde ele estava
Motivos pelos quais gatos ficam cegos:
“Muitas pessoas não percebem que um gato pode ficar cego de não for vermifugado”, explica Alana. “Fiquei chocada quando meu veterinário me disse isso. Aparentemente os vermes podem se espalhar pelo corpo do gato, incluindo atrás dos olhos onde eles destroem os nervos ópticos.”
“Um gato também pode se tornar cego devido alguma doença”, Alana comenta. “Infecções oculares causadas por infecções respiratórias superiores, hipertireoidismo, diabetes e pressão alta podem causar cegueira. Se o seu gato apresenta espirro, tosse e olhos estão ficando remelentos, leve-o ao veterinário para que tome antibióticos. Se o seu gato está comendo desesperadamente e perdendo peso, ou fica bebendo litros de água, leve-o imediatamente para o veterinário. Se o seu gato fica com cegueira noturna, leve-o imediatamente para o veterinário. Insista para que seu veterinário verifique a pressão do seu gato. Se for causada por hipertensão, a cegueira muitas vezes pode ser revertida se o tratamento for iniciado imediatamente.”
Saiba mais:
A ONG está com um projeto para arrecadar doações que podem ser feitas no seu website.
O vídeo explicativo sobre a ONG pode ser acessado aqui:
fonte: anda

Cavalo montado por PM morre após acidente com motociclista, em RN


NATAL/RN


Um cavalo montado por um Policial Militar do Rio Grande do Norte invadiu a BR 101 na noite desta sexta-feira, 7, no trecho urbano da pista, e se envolveu em um acidente com uma motocicleta.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o cavalo e o policial estavam participando do esquema de segurança do Carnatal- micareta que ocorre em Natal. O cavalo pode ter se assustado e correu em direção à pista, atingindo a moto que passava. Com o impacto, o cavalo morreu na hora. O policial que o montava foi conduzido, sem ferimentos, para um posto da Polícia Militar.
De acordo com a PRF, o piloto da moto, de 20 anos, ficou ferido e foi levado para o Pronto-Socorro Clóvis Sarinho.
Fonte: G1

Ursos são queimados e agredidos a pedradas em vilarejo indiano



Por Kalyne Melo (da Redação)
Urso vítima da perseguição humana (Foto: Sky News)
Animais estão sendo apedrejados e queimados por agricultores, após comerem grãos em área de antiga floresta.
Aldeões indianos estão agredindo ursos em Nova Délhi: por vezes tomados pela fúria de terem suas plantações destruídas, apedrejam e tentam queimar os animais.
Mais de 300 especialistas do mundo todo se encontraram para debater a melhor forma de proteger os ursos. Os temas variaram da importância do urso na cultura indiana à quantidade de ursos de Gobi (deserto da Mongólia) ainda existentes.
Na Índia, os animais têm tradicionalmente enfrentado tempos difíceis, sendo ou domados e usados como “ursos dançarinos” ou atacados por humanos em conflitos por espaço e comida cada vez mais limitados.
Comparado ao tigre ou ao elefante, os esforços para preservação do urso indiano têm sido, na melhor das hipóteses, esporádicos. A ministra do meio ambiente, Jayanthi Natarajan, declarou na 21ª International Conference on Bear Researcch and Management (Conferência Internacional de Pesquisas e Controle sobre Ursos, em tradução livre) que os ursos têm sido tratados como um primo pobre do país. “Em nossos esforços de conservação, certas espécies acabaram recebendo mais atenção do que outras. Os ursos são animais que não têm recebido o foco que merecem,” completou.
Na Caxemira, região atualmente administrada pela Índia, o conflito entre humanos e animais tem se tornado mais violento, devido aos habitantes locais continuarem a ampliar suas fazendas em direção à floresta que antes era o habitat dos ursos. “Os ursos estão entrando nos pomares e comendo maçãs e pêssegos. Eles vão ao milharal e comem o milho,” disse Vivek Menon, conselheiro do Fundo Internacional de Bem-Estar Animal. “À medida em que se aproximam dos agricultores, as pessoas vêm sofrendo com ataques”, contou. “Cerca de 10% dos leitos no principal hospital de Srinagar estão reservados para serem ocupados, a qualquer momento, por pessoas atacadas por ursos.” Menon ainda acrescenta que, uma vez que os ursos são os maiores carnívoros do planeta, eles caçam animais de grande porte, e isso requer espaço. Então, na luta por espaço, “os ânimos estão se exaltando” de ambos os lados.
Moradores da Caxemira atiram pedras nos ursos para afastá-los quando eles vêm comer as frutas, mas isso os deixa enfurecidos e os leva a reagir contra as pessoas.
Este mês, uma multidão enfurecida em Shopian, distrito da Caxemira, ateou fogo em um urso amedrontado que se refugiou em uma árvore. Um vídeo mostra as pessoas amarrando um pano em chamas a uma vara, segurando-a no alto e cutucando o urso. O animal, desesperado, tentou subir até a parte mais alta da árvore, até não ter mais para onde ir. Mais tarde ele pode ser observado em chamas. As autoridades ordenaram a abertura de um inquérito para investigar o ato de crueldade.
Em resposta ao aumento no número de casos, Natarajan anunciou um novo plano nacional para os ursos, que inclui orientações aos moradores das áreas mais afetadas sobre como lidar com a presença dos ursos, permitindo-lhes uma passagem segura fora das vilas e campos. Os moradores receberão formação pelo “Private Response Teams” (Grupo de Responsabilidade Privada, em tradução livre) para lidarem com a ameaça dos ursos.
A Índia é o lar de quatro das oito espécies de ursos conhecidas no mundo, apenas a China tem tamanha diversidade. O bicho-preguiça, o urso asiático negro, o urso marrom do Himalaia e o urso da Malásia são espécies encontradas em território indiano. Diferente de outras espécies vulneráveis, os ursos podem ser encontrados em 26 dos 28 estados indianos, o que lhes dá uma presença nacional.
A tradição indiana dos “ursos dançarinos” predominou por séculos, desde o tempo dos imperadores Mughal. Mas graças aos esforços de especialistas da vida selvagem e de amantes dos animais, o último “urso dançarino” foi resgatado em 2009.
fonte: anda

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Conviver com animal doméstico dá noção de responsabilidade à criança


O contato com animais faz com que a criança desenvolva sua percepção sobre o ciclo da vida (Foto: Thinkstock)
Ter um animal como parte da família é o sonho de muitas crianças. Mais do que companheiros de brincadeiras e parceiros afetivos, os animais trazem inúmeras vantagens para o desenvolvimento e o bem-estar infantil.
A psicóloga e veterinária Ceres Berger Faraco, presidente da Associação Médico-Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal, afirma que crianças se relacionam facilmente com animais porque ambos têm duas características importantes em comum: gostam de brincar e possuem uma comunicação mais gestual e menos verbal.
O envolvimento entre eles pode começar desde o berço, desde que supervisionado por adultos. Segundo a psicóloga Katia Aiello, diretora da área de comportamento animal do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais, o contato do bebê com o animal será sensorial. “Ele vai tocar o animal, sentir o pelo, a respiração, as emoções. Com isso, vai ser um bebê mais observador.”
Quando a criança começa a engatinhar, os adultos devem ficar mais atentos. Com liberdade de movimentos, o bebê começa a ir até o animal e, sem querer, pode machucá-lo ou incomodá-lo em um momento de descanso, provocando mordidas ou arranhões acidentais.
À medida que a criança cresce, o relacionamento muda. Aos poucos, durante as brincadeiras, ela desenvolve uma compreensão maior de que se trata de um ser com vontades e reações próprias e treina sua capacidade de enxergar o mundo por outro ângulo. “Ela aprende a se colocar no lugar do outro. O animal age de uma maneira diferente das outras crianças, e ela vai ter de aprender a lidar com isso”, diz Alexandre Rossi, especialista em comportamento animal e apresentador do programa “Missão Pet”, do canal pago National Geographic.
Responsabilidade
Para Katia Aiello, a relação com o animal também permite que a criança exercite sua imaginação, já que é comum que ela dê a ele papéis diferentes em cada brincadeira. O animal também fará com que ela comece a perceber as necessidades de outro ser e assim desenvolva noções de responsabilidade. “Com cinco anos, a criança pode começar a ver que o animal precisa de água senão ele morre de sede, por exemplo.”
Katia diz que, por volta dos sete anos, a criança tem capacidade de participar dos cuidados básicos com o animal, como ajudar no banho, no passeio e na escovação. “Coincide com a fase em que ela começa a cuidar de si mesma, passa a tomar banho sozinha.”
Alexandre Rossi afirma, no entanto, que a responsabilidade nunca deve ser totalmente da criança, pois ela não tem maturidade para compreender todas as necessidades e sentimentos do animal. Além disso, ela não pode ser cobrada pelo trabalho que o animal dá aos adultos. “Acho ruim quando os pais aceitam ter um animal, mas, cada vez que ele faz alguma coisa errada, culpam a criança. O animal tem de ser fonte de união na família.”
O cão Ozzy e a pequena Beatriz. Foto enviada pela mamãe Tatiana Pires de Oliveira Morais Nogueira, de Barbacena (MG) (Foto: Arquivo pessoal)
Respeito
Outra lição que a criança aprende e coloca em prática com seu animal é a do respeito ao espaço do outro. Para Rossi, é função dos pais ensinar ao filho, desde o início, a interagir apenas quando o animal vier até ele. “Precisa evitar que ele fique indo atrás, que mexa com o animal quando ele está comendo ou dormindo.”
De acordo com Rossi, é preciso que o animal tenha um lugar sagrado dentro de casa, onde ele saiba que não será importunado e no qual se abrigará quando quiser descansar ou estiver sentindo alguma dor.
O animal certo
Muitos pontos devem ser levados em conta na decisão de trazer um animal para a família, tendo sempre em vista que gatos e cachorros podem viver até 18 anos. “Deve haver um planejamento familiar com a participação da criança. Ajudar na decisão, acompanhar esse processo, é também um ótimo exercício de aprendizado”, declara Ceres Faraco.
Na hora de escolher o tipo de animal, é preciso combinar aquele com potencial de melhor convívio com a criança com as condições que a família possui de dar a esse novo integrante uma boa qualidade de vida. “O cachorro labrador virou moda porque é muito ativo e brincalhão, mas precisa de muitos cuidados senão destrói a casa”, diz Katia.
É preciso avaliar o espaço disponível, os gastos com banho, vacinas, exames, remédios e ração, além do tempo que os membros da casa terão para dedicar ao animal –pelos longos, por exemplo, demandam escovações constantes.
Entre os cachorros, há raças que interagem melhor com crianças. Felinos também podem ser ótimas companhias na infância. “Existe muito preconceito contra gatos, e não só no Brasil”, diz Alexandre Rossi. Mas esses animais são mais delicados e têm menos tolerância a brincadeiras bruscas, por isso pedem uma vigilância maior.
No processo de escolha, Rossi afirma que é importante deixar que a criança interaja com animais em casas de conhecidos antes de decidir. “Existe uma distância entre o que ela acha que vai poder fazer com aquele animal, como vai brincar com ele, e a realidade.”
Saúde
Estudo conduzido na Finlândia e publicado na revista americana “Pediatrics”, em julho deste ano, constatou que bebês que tiveram contato com cães ou gatos no primeiro ano de vida apresentaram menos infecções respiratórias e de ouvido do que crianças que não cresceram próximas a esses animais. A pesquisa foi realizada por especialistas ligados ao Hospital Universitário e ao Instituto Nacional de Saúde e Bem-Estar da cidade finlandesa de Kuopio, da Universidade Oriental da Finlândia e da Universidade de Ulm, na Alemanha.
O garoto Justino tem 5 anos, mas aqui aparece ainda menorzinho, junto com a cadela Neruska. Foto enviada por Michele Jeanine Justino Evagelista. A família mora em Itanhaém (SP) (Foto: Arquivo pessoal)
O pediatra Cid Pinheiro, do Hospital São Luiz, em São Paulo, diz que essa pesquisa está de acordo com a “teoria da sujeira”. “Um ambiente totalmente estéril é ruim para a criança. Ela precisa ter contato com agentes que estimulem seu sistema imunológico dentro de casa, senão, quando sair desse ambiente, vai sofrer um choque e seu corpo pode não desenvolver a resposta adequada.”
Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São Camilo, na capital paulista, também não vê problema no convívio desde cedo entre o bebê e o animal da família. “Não é porque chegou o bebê que o animal tem de ser abandonado”, fala o especialista, que, no entanto, reforça a necessidade de supervisão constante.
Apesar do sinal verde dos dois especialistas, algumas medidas têm de ser observadas. O animal precisa passar por consultas regulares com um veterinário para prevenir doenças, como toxoplasmose (infecção causada por protozoário), ser vermifugado e vacinado. Também é fundamental que ele tome banhos periodicamente. Outros cuidados incluem ficar atento a doenças de pele que possam aparecer no animal e recolher suas fezes rapidamente, não deixando que fiquem expostas na casa.
Comportamentos comuns nas crianças como beijar o animal, dividir comida com ele ou deixar que ele lhe dê lambidas no rosto não devem ser estimulados nas crianças, mas Robledo fala que são difíceis de serem evitados. “A criança enxerga o animal como amigo, então isso vai acontecer. Desde que o animal esteja com vacinas e vermífugo em dia, não é o fim do mundo.”
Animais que saem de casa sozinhos, como gatos, exigem atenção redobrada. Nesses casos, a visita ao veterinário deve ser de dois em dois meses e os contatos mais próximos, como beijos, precisam ser proibidos.
Se os pais notarem alterações na criança quando ela entra em contato com o animal, como espirros, coceira no nariz ou nos olhos, ela deve ser levada ao médico para uma avaliação. Caso comprove-se que ela tem alergia ao animal, o médico e a família deverão decidir sobre a conduta a ser adotada.
Para o pediatra Cid Pinheiro, nem sempre tirar o animal de perto pode ser a melhor solução. “Se a criança tem três ou quatro anos e já convive com o animal, tirá-lo da casa e do convívio dela seria como um óbito, então depende de cada caso.”
Fonte: Uol