terça-feira, 25 de junho de 2013

Animais não humanos sentem a perda e cumprem luto?


Por Patricia Tai (da Redação)
Para os humanos que questionam se os animais não humanos entendem o que aconteceu e se ficam tristes quando outro animal morre, fotos como esta dispensam argumentos.
O gato Kooky e o cão Gracie nunca haviam dormido juntos antes, mas o fizeram quando sua companheira, a cachorra Mauja, teve de ser eutanasiada.
Kanadka, usuário do Reddit, postou a foto dos dois animais aparentemente passando pelo luto juntos. As informações são do Daily Mail.
Kooky e Gracie: Animais entram em luto quando outros morrem? Esta imagem diz tudo. (Foto: Reddit)
Kooky e Gracie: Animais entram em luto quando outros morrem? Esta imagem diz tudo. (Foto: Reddit)
A cachorra Mauja: Sua perda foi mais sentida que seus tutores poderiam supor. (Foto: Reddit)
A cachorra Mauja: Sua perda foi mais sentida que seus tutores poderiam supor. (Foto: Reddit)
O post dizia: “Eu tive que eutanasiar Mauja no último sábado. Não pensei que os outros animais sentiriam a sua falta, e então isso aconteceu. Kooky e Gracie nunca haviam dormido juntos, mas lá estavam na última noite, dormindo na cama de Mauja”. A foto foi visualizada mais de 75 mil vezes.
O usuário seeshatyadidthere comentou: “Meu cão e meu gato cresceram juntos e recentemente o cão morreu. O gato, que estava perfeitamente saudável, morreu duas semanas depois. Animais criam elos mais fortes do que as pessoas possam imaginar”.
Há muitas histórias de animais domésticos leais que entraram em luto por entes queridos humanos e não humanos, ou que se recusavam a deixar o túmulo de seus tutores.
Algumas pessoas perguntam se há realmente tristeza nos animais ou se nós estamos apenas impondo emoções humanas a eles.
Julgando por esta foto e também por uma infinidade de casos famosos nos quais os animais permaneceram fiéis aos tutores ou companheiros por muito tempo após a perda física, percebe-se que o luto dos animais é real.
Recentemente, a Anda publicou a história e o tocante vídeo da cachorra Bella, que se recusava a sair de perto do castor Beavis após o seu falecimento. Ela choramingava, enquanto custava a compreender que seu amigo havia morrido.
A cachorra Bella, que ficou ao lado do corpo de seu amigo, o castor Beavis, por muito tempo após ele ter falecido. (Foto: Reprodução/ YouTube)
A cachorra Bella, que ficou ao lado do corpo de seu amigo, o castor Beavis, por muito tempo após ele ter falecido. (Foto: Reprodução/ YouTube)
Houve também o caso do cão Husky Siberiano Wiley, que era tão ligado à sua tutora que apareceu chorando sobre seu túmulo, e notadamente com expressão muito triste.
O adorável cão deitou sobre a lápide e demonstrava estar perturbado com a perda, tremendo e soluçando. A família estava sensibilizada, ao seu redor.
Devastado: o cão Wiley ficou inconsolável e não conseguia sair da lápide da tutora. (Foto: YouTube)
Devastado: o cão Wiley ficou inconsolável e não conseguia sair da lápide da tutora. (Foto: YouTube)
Em 2011, um cão chinês ficou famoso por permanecer junto ao local onde havia sido sepultado o seu tutor, mesmo sem alimento por mais de uma semana.
O leal cão simplesmente parecia não poder suportar ficar longe de seu tutor e amigo.
O tutor vivia sozinho em uma pequena casa na vila de Panjiatun, na China, e tinha apenas o cão como companhia.
A história foi citada em matéria da Anda em 2012, onde um vídeo da BBC Brasil comenta o caso.
Amigo leal: este cão chinês ficou uma semana sem se alimentar e ao lado da sepultura de seu tutor. (Foto: YouTube)
Amigo leal: este cão chinês ficou uma semana sem se alimentar e ao lado da sepultura de seu tutor. (Foto: YouTube)
Animais não humanos realmente sentem a perda e cumprem luto?
Quando um cão morre, tutores frequentemente notam algumas mudanças nos outros animais domésticos que conviviam com ele.
Eles podem se tornar apáticos ou letárgicos. Alguns param de comer ou passam a pedir mais afeto dos tutores.
Baseando-se nestes sinais, parece que eles realmente sofrem quando um companheiro morre.
Os animais domésticos não podem se expressar na linguagem humana, e nós realmente nunca sabemos o que se passa com eles, seus pensamentos ou sentimentos.
Para comprovar essas impressões, a Sociedade Americana para Prevenção da Crueldade aos Animais (SPCA) conduziu uma pesquisa a respeito, em 1996, chamada Companion Animal Mourning Project (Projeto de Estudo do Luto em Animais de Companhia).
O estudo, que foi realizado com cães, descobriu que 36% dos animais comiam menos que o habitual após a morte de um animal companheiro.
Aproximadamente 11% pararam completamente de se alimentar.
Outros 63% vocalizaram mais que o normal, ou se tornaram mais quietos.
Respondentes do estudo indicaram que os cães que sobreviviam à perda de outros mudavam a quantidade de horas de sono e o local onde dormiam.
Mais da metade desses animais tornaram-se mais afetuosos e apegados aos seus tutores.
De maneira geral, o estudo revelou que 66% dos cães demonstraram no mínimo quatro mudanças comportamentais após perderem um animal de companhia.

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