segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Governo australiano cria plano de massacre a tubarões

MATANÇA


(da Redação)
Foto: Care2
Foto: Care2
Após alguns ataques fatais de tubarões a humanos nos últimos três anos, o governo da Austrália Ocidental propôs uma política controversa para lidar com esses animais, que consiste em nada mais que um massacre que irá atingir populações de tubarões e de outros animais, sem realmente incluir nada que conceda segurança às pessoas. As informações são da Care2.
Praias vinham sendo patrulhadas em terra e mar para detectar tubarões, mas um conjunto de ataques levou a pedidos de uma nova abordagem e ao anúncio de um esquema de captura e morte de tubarões nas praias mais populares.
Começando em 10 de Janeiro, funcionários do departamento de pesca estarão alvejando grandes tubarões brancos e outras espécies que tenham um tamanho maior que três metros e estabelecerão 72 pontos de isca para captura em zonas designadas, além de contratar pescadores para monitorar os locais e “humanamente destruir os tubarões que forem encontrados vivos, atirando neles e descartando seus corpos no mar”. Quaisquer outros animais que forem apanhados serão lançados de volta à água vivos, “se possível”.
O projeto do governo inclui o uso de linhas de tambor, que consistem em um grandes anzóis ligados a uma boia e uma âncora para mantê-los no lugar, e que são algo cercado de polêmicas. Um estudo da Universidade de Bond, que foi encomendado pelo governo no ano passado para descobrir as melhores táticas de mitigação de risco de tubarões para a Austrália, concluiu que o uso desse artifício não é recomendável devido ao seu impacto negativo global sobre o meio ambiente e à ameaça que representam para os tubarões que não são alvo da captura e a outras espécies, incluindo golfinhos.
O plano do governo também está encontrando oposição de organizações conservacionistas, políticos, comunidades locais, surfistas e ambientalistas. Mais de 100 cientistas assinaram uma carta aberta opondo-se às táticas letais do governo aos tubarões, e apontaram várias alternativas que incluem um processo de captura, marcação, transporte e soltura desses animais em outros locais. Segundo a reportagem, esse tipo de alternativa foi adotada e teve sucesso no Brasil, bem como esforços de melhoria na educação e comunicação a respeito de tubarões para evitar ataques.
Eles argumentam que este não é um meio eficaz para proteger as pessoas e que este plano é especialmente ofensivo, considerando os contínuos esforços globais para proteger tubarões.
Realmente o plano não tem sentido e é uma tentativa cruel de tentar parar algo que acontece aleatoriamente. Famílias e comunidades eventualmente sofreram ataques fatais de tubarões, mas essas ocorrências são raras se for considerado o número de pessoas que têm contato com os oceanos ao redor do mundo todos os anos. Esses ataques, inclusive, apresentam-se em estatística insignificante se comparados com outras causas de morte nos mares, como o afogamento, por exemplo.
Matar mais tubarões pode reduzir a chance de ataques, mas não elimina o risco que de fato haverá sempre que alguém entrar na água, ou seja, a não ser que todos os tubarões sejam mortos, banhistas, surfistas e mergulhadores nunca estarão de fato seguros uma vez que entram na água. Esse tipo de plano apenas traz uma falsa sensação de segurança, enquanto tubarões que são vitais para um ecossistema marinho saudável são mortos.
Há ferramentas para as pessoas se protegerem de ataques de tubarões, como a comunicação de avistamento desses animais via redes sociais. Já existe, inclusive, uma conta de Twitter da organização Surf Life Saving (@SLSWA), que informa sobre localizações de risco sempre atualizadas.
Enquanto isso, o governo australiano parece determinado a colocar em prática seu plano, mas os defensores e ambientalistas continuam se opondo e disseram que estão considerando uma ação direta para desarticular e impedir qualquer massacre de tubarões.
“Sabemos muito pouco sobre os grandes tubarões: nós certamente podemos desenvolver soluções mais inteligentes que matá-los”, disse Lynn MacLaren da Greens MLC, que tem buscado alternativas para o dito problema.
    fonte: anda.jor

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